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Alexandre de Moraes não tem coragem de prender Bolsonaro, dizem aliados do ex-presidente

Círculo interno de Jair Bolsonaro minimiza possibilidade de prisão imediata em meio a alegações crescentes

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PF não cumpre determinação de Alexandre de Moraes com passaporte de Bolsonaro
PF não cumpre determinação de Alexandre de Moraes com passaporte de Bolsonaro

No meio de um aumento nas acusações contra Jair Bolsonaro (PL), seu grupo próximo permanece cético sobre a probabilidade iminente de prisão do ex-presidente.

Conforme esta semana se desenrola, com um aumento nas investidas de acusações contra ele, as plataformas de mídia social têm sido inundadas por rumores falsos sugerindo que Bolsonaro poderia enfrentar prisão na manhã de sexta-feira, dia 18.

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Apesar do frenesi de especulações, fontes dentro da equipe de assessoria de Bolsonaro transmitiram a esta coluna que eles não têm temores imediatos em relação à prisão do ex-presidente.

Sua convicção repousa na crença de que o Ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, responsável por várias investigações envolvendo Bolsonaro, não teria a audácia de prendê-lo sem uma causa meticulosamente fundamentada, segundo apuração da Folha de São Paulo.

Uma das razões subjacentes para essa perspectiva é a extensa popularidade de Bolsonaro. Tendo conquistado 58,2 milhões de votos nas eleições de 2022, ele quase atingiu a paridade com Lula (PT), que assegurou a vitória na corrida eleitoral com 60,3 milhões de votos—apenas uma diferença de 2,1 milhões.

O forte relacionamento de Bolsonaro com uma parte substancial do eleitorado, sem dúvida, submeteria qualquer decisão de Moraes a uma intensa análise.

Prisão somente após julgamento

No Brasil, um indivíduo só pode ser detido após um julgamento final e inapelável—uma condição cumprida após todas as vias legais disponíveis terem sido esgotadas.

Atualmente, os casos contra o ex-presidente ainda estão na fase de investigação. Para que ocorra uma condenação, ele primeiro precisaria ser formalmente acusado pelo Ministério Público Federal, apresentar sua defesa e passar por um julgamento dentro do corpo colegiado do Supremo Tribunal Federal.

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Nesta etapa atual, Bolsonaro poderia enfrentar detenção preventiva se, por exemplo, tentasse adulterar a produção de provas ou intimidar testemunhas.

Os apoiadores do ex-presidente afirmam que ele se absteve dessas atividades e não mantém contato com outros sujeitos das investigações em curso.

Esta semana testemunhou a escalada desses casos com dois desenvolvimentos significativos: o testemunho do hacker Walter Delgatti perante a Comissão de Inquérito do 8/1 e relatos da suposta “confissão” do Tenente-Coronel Mauro Cid, que potencialmente o implica no caso das joias no exterior.

Delgatti revelou que Bolsonaro supostamente havia solicitado ajuda para manipular as urnas eletrônicas, lançando dúvidas sobre o processo eleitoral, além de orquestrar uma gravação falsamente atribuída a Alexandre de Moraes.

Em resposta, Bolsonaro nega essas acusações, afirmando que Delgatti está fabricando falsidades e que nenhum dos eventos mencionados realmente ocorreu.

Daniel Vicente
Daniel Vicente
Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!