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Lula diz que governo estudar usar moeda chinesa em transações

Presidente quer usar moeda chinesa em transações com a Argentina

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Presidente Lula durante viagem à África do Sul — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Presidente Lula durante viagem à África do Sul — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou hoje que o governo brasileiro está explorando a possibilidade de usar o yuan chinês, a moeda oficial da China, nas transações comerciais com a Argentina. Esta medida visa oferecer suporte ao país vizinho, que enfrenta uma grave crise financeira.

Durante sua viagem oficial à África do Sul, onde participa da cúpula do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente Lula fez esse anúncio durante o programa “Conversa com o Presidente”, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e transmitido nas redes sociais.

Leia também: Lula chega em encontro da cúpula do Brics para discutir entrada de novos países e moeda comum

Lula reforçou sua crença na necessidade de buscar alternativas ao dólar, que é a moeda de referência nas transações comerciais globais.

O governo brasileiro tem discutido por meses maneiras de ajudar a Argentina e garantir o pagamento das exportações realizadas por empresários brasileiros para o país vizinho.

Segundo Lula, “O ministro da Fazenda, Haddad, estava em conversas com a Argentina, e é viável que possamos ajudar a Argentina utilizando o yuan, a moeda da China.”

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil na América do Sul e é liderada por Alberto Fernández, um aliado de Lula. O país enfrenta altos índices de inflação e dificuldades em manter reservas em dólar, o que justifica a busca por alternativas nas transações internacionais.

Lula argumentou: “Há países como a Argentina que não têm acesso fácil ao dólar devido à difícil situação financeira. Para facilitar o comércio com o Brasil, não deveríamos depender do dólar. Poderíamos trocar nossas moedas, e os Bancos Centrais poderiam efetuar ajustes no final do mês. Isso poderia ser entre o Brasil e a China ou entre o Brasil e a Índia.”

O presidente tem consistentemente defendido a criação de uma moeda sul-americana para facilitar o comércio na região, sem abandonar o Real brasileiro.

Lula destacou: “Não podemos continuar dependentes de um único país que controla o dólar e que pode afetar nossa economia com suas flutuações. Isso não é sustentável.”

A China tem buscado acordos com países para promover o uso do yuan em transações bilaterais. Em abril, o governo argentino anunciou a adoção do yuan para pagar importações da China.

Em março, o Banco Central brasileiro informou que havia assinado um memorando de entendimentos com o Banco Central da China (PBC) para facilitar transações comerciais entre os dois países usando o yuan chinês e a conversão para reais de maneira mais ágil e econômica, sem a necessidade do dólar como intermediário.

Daniel Vicente
Daniel Vicente
Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!