Lessa disse em delação que quase matou Marielle 3 meses antes

Detalhes da Delação Revelam Planejamento Minucioso do Crime Contra a Vereadora
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Ronnie Lessa, ex-PM acusado de matar a vereadora Marielle Franco, revelou em delação premiada que esteve perto de executar o crime pelo menos três meses antes do assassinato em março de 2018. Segundo Lessa, ele “perdeu a chance de matá-la” em um bar na Praça da Bandeira devido a um atraso de seu comparsa.

Preparação e Tentativas Frustradas

“Esse bar da Praça da Bandeira. Porque esse bar, é, eu já tinha perdido uma oportunidade porque o Macalé não tinha chegado a tempo. E ela estava sentada nesse bar, não sei como o Macalé soube disso. Mas alguém que estava seguindo ela falou: ‘ela está no bar’. Alguém estava seguindo ela”, disse Lessa.

Lessa e Élcio de Queiroz foram presos em março de 2019, suspeitos de serem os assassinos. Élcio confessou ter dirigido o carro usado para matar Marielle e seu motorista, Anderson Gomes.

Dificuldades no Endereço de Marielle

Na delação, cujo sigilo foi levantado parcialmente na última sexta-feira (7), Lessa contou que o endereço de Marielle dificultou a execução do crime devido ao policiamento intenso e falta de estacionamento. “Tentativas sem êxito levaram que a gente procurasse outros meios”, explicou Lessa.

A emboscada contra Marielle ocorreu na saída de um evento na Casa das Pretas, no Estácio, centro do Rio de Janeiro. No dia do crime, Lessa recebeu uma ligação de Macalé, que disse que o assassinato não poderia ser adiado mais, indicando onde Marielle estaria naquela noite.

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Transferência de Presídio e Levantamento de Sigilo

Nesta sexta-feira (7), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência de Lessa para o presídio de Tremembé, em São Paulo. O sigilo de parte da delação foi retirado, revelando novos detalhes sobre o crime.

Identificação dos Mandantes

Em vídeos da delação, Lessa identificou Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, deputado federal, como mandantes do crime. Segundo Lessa, eles ofereceram um loteamento clandestino na Zona Oeste do Rio, avaliado em mais de 20 milhões de dólares, como pagamento.

Reações e Defesa

A defesa dos irmãos Brazão negou as acusações, alegando que Lessa está tentando obter vantagens judiciais. Ronnie Lessa também mencionou Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Delegacia de Homicídios do Rio, como parte do plano para proteger os mandantes do crime.

Com a revelação de novos detalhes e a transferência de Lessa, o caso de Marielle continua a trazer à tona aspectos sombrios e complexos da criminalidade e corrupção. As investigações prosseguem, buscando justiça para a vereadora e seu motorista.


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Sarah Oliveira
Sarah Oliveira

Uma amante das palavras em uma jornada incessante de descoberta. Originária de São Paulo, encontro nas nuances da linguagem minha paixão. Com formação em Comunicação, tenho o prazer de guiar você pelos intrincados caminhos das notícias, oferecendo uma perspectiva única sobre o que acontece no Brasil e no mundo.

Artigos: 2007

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