Peritos do RS utilizam DNA e arcada dentária para identificar vítimas

técnicas científicas

O Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) está utilizando avançadas técnicas científicas, como exames de DNA e análise da arcada dentária, para agilizar a identificação das vítimas das recentes enchentes na região. Até o momento, 169 pessoas perderam a vida na maior tragédia ambiental do estado.

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Métodos de Identificação

Para identificar as vítimas, o IGP emprega métodos como papiloscopia (análise de impressões digitais), exames de DNA e análise da arcada dentária, caso haja registros odontológicos disponíveis. A escolha da técnica depende das condições em que os corpos foram encontrados, com fatores como o tempo de exposição à água influenciando a duração dos exames. Apesar desses desafios, o IGP tem conseguido identificar as vítimas em poucos dias.

Processo de Coleta e Identificação

No caso dos exames de DNA, é necessário material genético de familiares para comparação. Para isso, a colaboração da população é fundamental. Familiares devem checar os abrigos da região e hospitais e, caso não encontrem o ente querido, devem registrar um boletim de ocorrência online através da Delegacia Online.

Após o registro, a coleta de DNA pode ser feita nos seguintes locais:

  • Canoas: Posto Médico Legal de Canoas, Av. Farroupilha, 8001, Bairro São José (Subsolo do Hospital da Ulbra), das 08h às 18h, de segunda a sexta-feira.
  • Porto Alegre:
    • CREMERS, Av. Princesa Isabel, 921, Bairro Santana, das 09h às 18h, de segunda a sexta-feira.
    • DML, Av. Ipiranga, 1807, Bairro Santana, das 18h às 09h, de segunda a sexta-feira e 24h aos sábados e domingos.

Para coletas em outras localidades, os familiares devem se dirigir ao Posto Médico Legal mais próximo. As informações sobre os locais estão disponíveis no site do IGP, na seção “Serviços” em “Onde tem Posto Médico-Legal”.

Importância das Técnicas Utilizadas

  • Impressões Digitais: Este método é eficiente, pois cada pessoa possui uma digital única. A análise de impressões digitais permite a identificação correta, mesmo se os documentos da vítima estiverem danificados ou ausentes.
  • Exame de DNA: Esta técnica mais sofisticada exige material genético de familiares diretos, como pais, filhos ou irmãos biológicos, para garantir precisão. Com 46 cromossomos herdados dos pais, cada pessoa tem um padrão genético único que pode ser usado para confirmação.

Colaboração da Comunidade

A participação dos familiares é crucial. Devem se dirigir aos locais de coleta para fornecer material genético, o que permitirá aos peritos acelerar o processo de identificação. Isso é especialmente importante para trazer algum alívio às famílias das vítimas durante este período difícil.

Para mais informações e atualizações, visite o site do IGP e siga as instruções fornecidas pela Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio.

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Débora Carvalho
Débora Carvalho

Uma apaixonada por histórias e uma contadora nata. Com base em Belo Horizonte, curso Jornalismo e alimento minha curiosidade incessante por notícias e cultura pop. Se você procura uma abordagem vibrante e envolvente, está no lugar certo!

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