Lula chama Bolsonaro de ‘covardão’ ao comentar suposto plano de golpe

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Durante a primeira reunião ministerial do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre o suposto plano golpista atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seu círculo próximo, referindo-se a Bolsonaro como um ‘covardão’. Ele destacou a clareza obtida a respeito do ocorrido em 8 de janeiro, enfatizando depoimentos de ex-membros do governo e até mesmo de integrantes das Forças Armadas.

“Nós hoje temos mais clareza do significado do 8 de janeiro, porque a gente sabe o que aconteceu no mês de dezembro. A gente hoje tem clareza por depoimentos de gente que fazia parte do governo dele ou que estava no comando, inclusive das próprias Forças Armadas, de gente que foi convidada pelo presidente para fazer um golpe”

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Lula afirmou que, há três meses, as insinuações sobre um golpe pareciam apenas conjecturas, mas agora há certeza de que o país enfrentou um sério risco de golpe devido às eleições de 2022. Ele acrescentou que Bolsonaro não teve coragem de executar o plano e permaneceu recluso no Palácio da Alvorada, lamentando sua incapacidade de agir conforme planejado.

“Se há três meses a gente falava em golpe parecia apenas insinuação, hoje temos certeza que esse país correu sério risco de ter golpe em função das eleições de 2022. E não teve golpe, não só porque algumas pessoas que estavam no comando das Forças Armadas não quiserem fazer, não aceitaram a ideia do presidente, mas também porque o presidente é um covardão”

Segundo Lula, Bolsonaro partiu para os Estados Unidos na expectativa de que o golpe pudesse ocorrer lá, uma vez que teria financiado pessoas para estimular a continuidade do plano.

Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes levantou o sigilo dos depoimentos relacionados à suposta trama golpista, revelando informações adicionais sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Entre os depoimentos, destaca-se o do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, que alegou que o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, ameaçou prender Bolsonaro caso ele avançasse com o plano. Gomes teria afirmado que não toleraria qualquer ato de ruptura institucional.

A investigação descobriu minutas em endereços do ex-ministro da Justiça e no escritório do ex-presidente, além de recuperar um vídeo de uma reunião ministerial na qual Bolsonaro e membros de seu governo discutiram ações para interferir no pleito eleitoral daquele ano.

Os depoimentos indicam que o ex-presidente teria apresentado aos comandantes militares um documento que previa novas eleições e a prisão de diversas autoridades do judiciário.

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Débora Carvalho
Débora Carvalho

Uma apaixonada por histórias e uma contadora nata. Com base em Belo Horizonte, curso Jornalismo e alimento minha curiosidade incessante por notícias e cultura pop. Se você procura uma abordagem vibrante e envolvente, está no lugar certo!

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