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Ex-advogada investe em venda de pão de queijo congelado e chega ao sucesso com Dona Zelda

No coração de São Paulo, a marca "Dona Zelda" leva o sabor da casa da avó para todo o Brasil

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Athena Rodrigues e Lucas da Silva, criadores da Dona Zelda Divulgação
Athena Rodrigues e Lucas da Silva, criadores da Dona Zelda Divulgação

No icônico edifício Copan, situado no coração pulsante de São Paulo, a empreendedora mineira Athena Rodrigues, de 34 anos, se destaca por oferecer uma delícia de dar água na boca: pães de queijo e outras iguarias que exalam o gostinho acolhedor da casa da vovó.

Com um profundo desejo de compartilhar a riqueza cultural de seu estado natal, ela coloca em cena uma receita especial e o apelido afetuoso de sua avó, Zilda. Fundada em 2020, a marca “Dona Zelda”  – gera um faturamento mensal de R$ 25 mil.

E agora, com planos ambiciosos, a empreendedora almeja expandir sua presença ao levar seus produtos congelados para supermercados por todo o país.

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Athena Rodrigues, formada em direito, sentia que a criatividade estava sufocada em sua carreira anterior. No início de 2020, ela tomou uma decisão ousada ao deixar para trás seu emprego. A inspiração para empreender com pão de queijo surgiu naquele ano peculiar, quando a pandemia já se fazia presente e ela residia em São Paulo.

“Certa vez, enquanto passeava com minha adorável cachorrinha, sugeri ao meu marido: ‘E se começássemos a vender pães de queijo congelados, embalados como antigamente?'”, relembra. Apesar de ter sempre apreciado a culinária, o pão de queijo não era exatamente sua especialidade. Seu esposo, Lucas da Silva, de 32 anos, embarcou nesse desafio, mesmo que sua primeira reação tenha sido relembrá-la de que ela não sabia exatamente como preparar esse quitute tão querido.

A reviravolta ocorreu quando o casal passou um período em Belo Horizonte (MG), onde ela teve a oportunidade de aprender a receita diretamente com sua avó. Essa avó, carinhosamente chamada de Zilda, era chamada de Zelda por seu avô. Ela pode ter achado a ideia da neta “um tanto maluca”, mas mesmo assim compartilhou seus preciosos conhecimentos. “Minha avó me ensinou todos os detalhes, desde a sova da massa até as técnicas essenciais.

Depois, comecei a realizar testes em São Paulo, pois a minha avó preparava o pão de queijo de forma intuitiva, dizendo algo como ‘uma boa quantidade de polvilho'”, detalha Athena.

Entre várias tentativas para encontrar a receita perfeita, Lucas, com sua formação em engenharia, contribuiu com o desenvolvimento financeiro do negócio. Assim, em 2020, a “Dona Zelda” foi lançada com um investimento inicial de cerca de R$ 2 mil. Esses recursos foram direcionados para aquisição de moldes, impressão de panfletos e compra dos ingredientes essenciais.

Por meio do Instagram e panfletos distribuídos nas portas das residências do bairro Jardim Bonfiglioli, onde a empreendedora reside, a clientela começou a crescer gradualmente. “De repente, recebi uma mensagem de uma jovem com uma foto de nosso panfleto.

Fiquei muito emocionada. Temos clientes fiéis no bairro até os dias atuais, pessoas que nos conheceram naquela época”, enfatiza Rodrigues. Nos primeiros passos, os pães de queijo eram confeccionados na cozinha de sua própria casa, sendo as entregas realizadas pessoalmente pelo casal através de seu carro, percorrendo a cidade.

Expansão da marca

A imagem da “Dona Zelda” se expandiu através do compartilhamento de fotos das delícias nas redes sociais, e seu diferencial incluía transportar os consumidores para Minas Gerais ao oferecer um autêntico pão de queijo tradicional, preparado com ovos, leite, polvilho, óleo, água e queijo. Athena destaca especialmente o uso do queijo canastra, originário de Minas. “Esse queijo vai perdendo umidade durante o processo, o que confere o sabor característico. Nossos queijos são maturados por cerca de 11 meses, um processo que nem sempre é possível para as grandes marcas”, explica.

Com o passar do tempo, a produção na cozinha de casa tornou-se inviável. A mudança foi motivada pelo espaço ocupado pelos equipamentos adquiridos, como cortadores e um freezer, além do aroma marcante do queijo que impregnava o apartamento. Em novembro de 2020, encontraram um espaço de 13 m² na Vila Madalena, onde iniciaram a fabricação.

Quando as restrições da pandemia permitiam, o local também se abria para receber clientes, proporcionando a oportunidade de degustar os salgados assados no momento.

No entanto, problemas de infiltração surgiram no imóvel, levando-os a se mudar novamente no ano seguinte. Atualmente, a “Dona Zelda” opera a partir de uma fábrica situada no Jardim Bonfiglioli e uma loja no prestigiado edifício Copan, no centro de São Paulo.

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Os pães de queijo podem ser adquiridos por meio de entrega em domicílio, e o espaço físico de vendas também apresenta outras delícias, como bolo de milho, casadinho, biscoito de polvilho, broa e uma seleção de cafés especiais. “Todas essas opções são pratos que você se lembraria de saborear na casa de sua própria avó, provocando saudades instantâneas”, afirma a empreendedora.

A trajetória de crescimento da “Dona Zelda” se deu de forma orgânica e gradual. Inicialmente, a ideia era situar a fábrica no próprio edifício Copan. “No entanto, ainda há muito a ser construído nesse sentido. Nossa clientela é mais madura e um pouco mais cética em relação a pagar preços elevados, portanto, é crucial deixar claro o valor do produto”, ressalta.

As opções de compra incluem uma porção com 10 pães de queijo por R$ 22, enquanto um trio de pães de queijo recheados com pernil e geleia de pimenta é vendido por R$ 60. As variedades congeladas do quitute têm preços que variam entre R$ 24 e R$ 38, com opções de recheios como requeijão de raspa, calabresa ou goiabada.

Pão de Queijo Dona Zelda
Pão de Queijo Dona Zelda

Hoje, a “Dona Zelda” já abastece diversas cafeterias com seus pães de queijo, mas sua ambição se estende aos supermercados. Além disso, Athena tem planos de ampliar o espaço na loja do edifício Copan, visto que a área atual é considerada pequena, especialmente durante os horários de maior movimento.

A empreendedora também está investindo em novos produtos, como biscoitos de polvilho congelados e pães de queijo em versões menores, fritos. Seu objetivo é atingir um faturamento mensal de R$ 40 mil até o fim do ano.

Com uma história de empreendedorismo que mistura tradição, inovação e o sabor caseiro da avó, a “Dona Zelda” se consolida como uma presença marcante na cena gastronômica paulistana, oferecendo um pedacinho de Minas Gerais a cada mordida. Sua trajetória reafirma a capacidade de transformar paixão em sucesso, um quitute de cada vez.

Daniel Vicente
Daniel Vicente
Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!