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Polícia diz que pilotos foram culpados por queda de avião de Marília Mendonça

Polícia Civil de MG conclui investigação sobre acidente de avião que vitimou Marília Mendonça, apontando negligência dos pilotos

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Pilotos são apontados como culpados por queda de avião de Marília Mendonça
Pilotos são apontados como culpados por queda de avião de Marília Mendonça

Na manhã desta quarta-feira, dia 4, a Polícia Civil de Minas Gerais divulgou as conclusões de sua investigação sobre o acidente aéreo ocorrido em novembro de 2021, na região Leste de MG, que resultou na trágica morte de Marília Mendonça e outras quatro pessoas em Piedade de Caratinga.

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O delegado de Caratinga, Ivan Lopes, conduziu a investigação e revelou que, após descartar diversas possibilidades, como falha mecânica ou até mesmo um possível atentado, foi evidenciada a negligência e imprudência por parte dos pilotos. Segundo a investigação, os pilotos não seguiram o procedimento padrão de entrar em contato com outros profissionais ao se aproximarem de um aeródromo desconhecido, o que contribuiu para o trágico desfecho.

Conclusão do caso

A conclusão da Polícia Civil de Minas Gerais é que houve um caso de homicídio culposo triplamente qualificado por parte do piloto e copiloto, embora a punibilidade tenha sido extinta devido ao falecimento de ambos. Portanto, foi recomendado o arquivamento do caso.

Em maio deste ano, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, apresentou um relatório que descartou a possibilidade de falha mecânica e apontou a “avaliação inadequada” do piloto como um fator contribuinte no acidente que resultou na morte de Marília Mendonça. O delegado explicou que a função do Cenipa é colaborar na prevenção de futuros acidentes, não apontar responsabilidades criminais.

Marília Mendonça morreu aos 26 anos
Marília Mendonça morreu aos 26 anos

Segundo o relatório do Cenipa, os cabos de alta tensão não estavam visíveis para os pilotos, pois sua atenção estava voltada para a pista de pouso no momento do impacto. Além disso, os equipamentos de energia tinham baixo contraste com a vegetação ao redor, dificultando sua detecção a grandes distâncias.

No entanto, a investigação concluiu que não era necessário sinalizar a estrutura, uma vez que a linha de transmissão estava fora da área de proteção do aeródromo e das trajetórias de aproximação e decolagem, e sua altura era inferior a 150 metros (38,5 metros). Portanto, segundo o Cenipa, a estrutura “não representava um risco à segurança”.

Apesar disso, em 1º de setembro, a Cemig, a companhia de energia de Minas Gerais, instalou uma esfera de sinalização em um cabo de uma torre de distribuição da empresa, local onde o avião bimotor caiu. A instalação da esfera foi uma medida excepcional recomendada pelo Cenipa e pelo Comando Aéreo, embora não houvesse base legal ou técnica para fazê-lo, como reconhecido por ambas as instituições.

Daniel Vicente
Daniel Vicente
Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!