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Ministério Público Federal processa Ratinho e pede indenização de R$ 2 milhões

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Ratinho (Foto: Reprodução)
Ratinho (Foto: Reprodução)

Ratinho virou alvo do MPF por falas preconceituosas e machistas contra deputada do PT

Segundo o Ministério Público Federal, o apresentador do SBT, Ratinho causou dano coletivo às mulheres que atuam na política por menosprezar um projeto de lei proposto pela deputada do PT federal Natália Bonavides em um programa da Rádio Massa em 2021.

A ação revelada nesta terça, 8, exige que Ratinho pague R$ 2 milhões de indenização e veicule campanhas de conscientização sobre os direitos das mulheres e combate à violência de gênero.

O apresentador da emissora de Silvio Santos, também é acusado de disseminar na televisão estereótipos de gênero.

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A ação diz que o apresentador fez ofensas ao anunciar a proposta da deputada do PT, que pedia a retirada da expressão “marido e mulher” da união civil, que tinha o propósito de evitar preconceito contra a comunidade LGBTQIA+.

“Natália, você não tem o que fazer, não? Você não tem o que fazer, minha filha? Vá lavar roupa do teu marido, a cueca dele, porque é uma imbecilidade querer mudar esse tipo de coisa. Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora, não?”

Na ocasião, a deputada rebateu Ratinho e se revoltou.

“O apresentador Ratinho sugeriu que eu fosse metralhada em programa visto por milhares de pessoas. Incitar homicídio é crime! Ele coloca a minha vida e minha integridade física em risco. Ratinho ainda disse que eu fosse lavar as cuecas de meu marido. Essas ameaças e ataques covardes não ficarão impunes. O apresentador utilizou uma concessão pública para cometer crime. Vamos acioná-lo judicialmente, inclusive criminalmente”

Emanuel de Melo Ferreira, procurador da República entende que a linguagem atinge todas as mulheres com pretensões políticas, evidenciando o caráter político da violência.

“É precisamente o caso dos autos, pois as expressões utilizadas não se limitaram a criticar a atuação parlamentar da citada deputada federal em bases não discriminatórias, eis que, dolosamente, os referidos papéis tradicionais relacionados ao gênero foram expressamente elencados pelo réu.”

 

 

 

 

Débora Carvalho
Débora Carvalho
Uma apaixonada por histórias e uma contadora nata. Com base em Belo Horizonte, curso Jornalismo e alimento minha curiosidade incessante por notícias e cultura pop. Se você procura uma abordagem vibrante e envolvente, está no lugar certo!