Japoneses criam primeiro robô inédito com rosto carnudo e sorisso humano

CHOCANTE

Engenheiros no Japão estão revolucionando a robótica, fazendo robôs imitar uma expressão particularmente humana: o sorriso. Eles desenvolveram uma máscara facial feita de células de pele humana, anexada a robôs com uma técnica inovadora. Esta técnica esconde a ligação e é flexível o suficiente para se transformar em uma careta ou em um sorriso suave.

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O resultado? Algo entre a máscara aterrorizante de Hannibal Lecter e o boneco de argila Gumby. Mas, apesar da aparência, os protótipos abrem caminho para robôs mais sofisticados, com uma camada externa elástica e durável o suficiente para proteger a máquina e fazê-la parecer mais humana.

A “pele equivalente”, feita de células vivas da pele em laboratório, pode cicatrizar, queimar e se autorregenerar. Isso foi relatado em um estudo publicado na revista “Cell Reports Physical Science” em junho.

Segundo Shoji Takeuchi, professor da Universidade de Tóquio, “Rostos e expressões semelhantes aos humanos melhoram a comunicação e a empatia nas interações entre ser humano e robô, tornando as máquinas mais eficazes em funções de assistência médica, serviço e companhia.”

Robótica Biohíbrida: uma Revolução no Desenvolvimento de Robôs

Os avanços na robótica biohíbrida integram engenharia mecânica com engenharia genética e de tecidos. Kevin Lynch, diretor do Centro de Robótica e Biossistemas da Universidade Northwestern, afirmou que este estudo é uma contribuição inovadora para o problema de ancorar pele artificial ao material subjacente.

Essa pesquisa é um marco significativo à medida que os robôs se tornam mais presentes nas linhas de produção. Em 2022, havia 3,9 milhões de robôs industriais trabalhando em linhas de montagem de automóveis e eletrônicos, além de outros ambientes de trabalho, segundo a Federação Internacional de Robótica.

No laboratório do Takeuchi, os rostos dos robôs com pele artificial ainda não podem sentir toque ou mudança de temperatura. No entanto, essa é a próxima meta da pesquisa.

“Nossa meta é criar uma pele que imite de perto a funcionalidade do órgão real, construindo gradualmente componentes essenciais, como vasos sanguíneos, nervos, glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas e folículos capilares,” acrescentou Takeuchi.

Futuro da Robótica: o Próximo Passo

A fixação da pele também dá ao robô biohíbrido o potencial para sensação, aproximando a ciência da ficção científica. “Isso pode criar oportunidades para que o robô sinta e interaja com segurança com os humanos,” disse o professor Yifan Wang, da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura.

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Daniel Vicente
Daniel Vicente

Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!

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