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Garçonete é condenada após criar perfil falso e tirar R$ 55 mil de homem que pensava ter namoro virtual

O homem, ao longo de um ano e meio, fez diversos depósitos pois acreditava estar em relacionamento virtual

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Garçonete dá golpe (Foto: Reprodução / Tag Notícias)
Garçonete dá golpe (Foto: Reprodução / Tag Notícias)

Uma garçonete do Rio Grande do Norte foi alvo de um julgamento inédito na 29ª Vara Criminal de Mossoró, onde foi condenada por “estelionato sentimental”, um caso de fraude emocional através de um relacionamento fictício criado por ela em um aplicativo de namoro. Essa é a primeira vez que um caso de estelionato virtual desse tipo é julgado na região.

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Ao longo de aproximadamente um ano e meio, a mulher de 22 anos manipulou um mecânico de 35 anos ao fazê-lo acreditar que estava envolvido em um relacionamento amoroso com uma personagem fictícia, criada por ela através de um perfil falso no aplicativo. Com promessas de casamento e demonstrações de afeto, a garçonete conseguiu extrair cerca de R$ 55 mil da vítima.

Estelionato sentimental

O estelionato sentimental é uma forma de fraude que visa obter vantagem financeira indevida por meio da exploração dos sentimentos e confiança da vítima. Nesse caso específico, a mulher criou uma identidade falsa no aplicativo de namoro, utilizando o nome e a foto de uma terceira pessoa sem o conhecimento dela, que também é moradora do Rio Grande do Norte.

Durante o “relacionamento” com a personagem fictícia, a garçonete solicitou ajuda financeira ao mecânico, levando-o a realizar depósitos diretos em sua conta bancária sob o pretexto de que sua conta estava bloqueada. A vítima chegou a transportá-la para diversos destinos a pedido da suposta namorada, além de ajudá-la financeiramente.

Condenação

Após as investigações, a Justiça concluiu que havia provas suficientes da materialidade e autoria do crime. O juiz responsável destacou a importância do depoimento da vítima, que confirmou que o nome apresentado era fictício e criado pela acusada, utilizando fotos de outra pessoa. A mulher foi condenada a um ano de reclusão em regime aberto, além do pagamento de 10 dias-multa.

A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços à comunidade durante o período de condenação, em uma entidade que ainda será definida. Esse caso destaca a relevância de conscientizar as pessoas sobre os riscos e cuidados necessários ao se envolver em relacionamentos virtuais, evitando cair em golpes emocionais e financeiros

Daniel Vicente
Daniel Vicente
Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!