Empresas forçam que funcionários voltem aos escritórios e ‘hush office’ vira moda em São Paulo

Fim do Home Office?

As icônicas phonebooths londrinas estão ganhando uma nova vida nas empresas paulistanas. Fora das calçadas e dentro dos escritórios, essas cabines transformam o ambiente de trabalho. Com pelo menos um metro de largura, um metro de profundidade e 2,20 metros de altura, acabamento em madeira, melamina de baixa pressão ou vidro, as cabines hush office vêm em diversos tamanhos para atender às novas necessidades do trabalho presencial.

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A Nova Realidade dos Escritórios

Com o retorno dos prédios comerciais sendo frequentados diariamente, as empresas estão repensando o custo-benefício de seus espaços e o desenho das lajes alugadas. Mesmo com a flexibilidade nas atividades e modelos híbridos, o trabalho presencial está de volta.

É nesse cenário que a cabine hush office se torna um oásis de silêncio no meio do frenesi do trabalho coletivo. Paula Casarini, CEO da Colliers Brasil, explica que o futuro dos negócios passa pelo equilíbrio entre o trabalho remoto e presencial. “Toda mudança no mercado de escritórios, de alguma forma, passa por todo esse dilema de como o meu pessoal vai usar o escritório”, diz ela.

Adaptação e Crescimento

O conceito da hush office já era visto em feiras europeias desde 2014, mas ganhou força no Brasil com o retorno do trabalho presencial. Augusto Bomfim, sócio da fabricante Mcad Offices, afirma que a demanda por essas cabines está em alta, com vendas entre 12 e 15 unidades por mês. “A cabine entra no conceito do ‘open space’, que inclui outros produtos como sofás com laterais altas, permitindo maior isolamento”, explica Bomfim.

Impacto no Mercado Imobiliário

A mudança no mobiliário está diretamente ligada ao novo modelo de trabalho e à atenção das empresas aos custos de locação. Em São Paulo, a ocupação de escritórios atingiu a maior marca dos últimos oito anos no primeiro trimestre de 2024, superando até os níveis pré-pandemia. A taxa de vacância abaixo de 10% na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima já começa a puxar os preços para cima.

A SiiLA, empresa de monitoramento do mercado imobiliário, ressalta que essa dinâmica varia por região. A alta dos preços na Faria Lima levou várias grandes empresas a buscar alternativas mais econômicas em outras áreas.

Retorno ao Novo Escritório

A REAG Investimentos, por exemplo, expandiu sua ocupação física no coração financeiro de São Paulo. Silvano Gersztel, diretor e sócio da REAG, destaca que a empresa adaptou suas sedes com salas para conference call, refletindo as novas tendências do trabalho presencial. “A grande novidade são as salas para conference call. Isso veio para ficar, foi adaptado tanto na sede atual quanto no novo escritório”, afirma Gersztel.


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Daniel Vicente
Daniel Vicente

Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!

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