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Casas Bahia volta a focar no varejo para reverter imagem ruim da empresa no mercado financeiro

Casas Bahia retorna ao varejo com estratégia de foco e rebranding para impulsionar rentabilidade

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Renato Franklin, CEO da Casas Bahia, e Vivian Swir, diretora de marketing da empresa — Foto: Reprodução
Renato Franklin, CEO da Casas Bahia, e Vivian Swir, diretora de marketing da empresa — Foto: Reprodução

A Casas Bahia, anteriormente conhecida como Via, revelou planos para uma reformulação significativa visando restaurar sua rentabilidade e reverter a percepção negativa do mercado financeiro após resultados decepcionantes. A empresa, que desviou de seu foco no varejo nos últimos anos, agora busca um retorno às suas raízes, apostando na marca reconhecida pelos consumidores.

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Pesquisas internas apontam que a marca Casas Bahia ainda goza de grande popularidade entre os consumidores, o que incentivou a empresa a trazer de volta o rosto icônico da marca, o garoto-propaganda de 18 anos, Fabiano Augusto, e resgatar o slogan da época em que a empresa era administrada pela família Klein: “Dedicação Total a Você”.

O CEO da empresa, Renato Franklin, declarou em uma apresentação para jornalistas nesta quarta-feira que a estratégia é voltar às raízes e concentrar-se no varejo. Ele acredita que isso permitirá à empresa reduzir os riscos e alcançar resultados melhores a longo prazo. Franklin não fez previsões específicas, mas expressou confiança de que os números da empresa começarão a melhorar no segundo semestre do ano.

Uma das mudanças mais visíveis é a economia projetada de pelo menos R$ 200 milhões em gastos de marketing apenas com a mudança da marca. Além disso, a Casas Bahia planeja fechar pelo menos 100 lojas e reduzir os estoques em R$ 1 bilhão até o final de 2023, como parte de seu plano de reestruturação recentemente anunciado.

Michael Klein terá que emprestar dinheiro a irmão (Foto: Reprodução)
Michael Klein terá que emprestar dinheiro a irmão (Foto: Reprodução)

O Grupo Casas Bahia também fez uma oferta de novas ações na Bolsa na semana passada, com a expectativa de captar R$ 1 bilhão, embora tenha conseguido pouco mais de R$ 600 milhões. A diretora de marketing do grupo, Vivian Swir, destacou que a mudança na marca também se refletirá no código de negociação das ações da empresa na B3, passando de VIIA3 para BHIA3 a partir desta quarta-feira.

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Franklin enfatizou que a Casas Bahia continuará a oferecer crédito, uma parte fundamental de sua história e uma das marcas registradas da empresa. Historicamente, o crediário representou até 30% das compras nas lojas e atualmente está em 21%, deixando espaço para crescimento.

O CEO reconheceu que a empresa ficou para trás no mercado online, gastando recursos significativos para construir várias iniciativas. Ele destacou a concorrência acirrada no varejo, incluindo a presença de sites de e-commerce estrangeiros, como um desafio. No entanto, ele acredita que a Casas Bahia pode se diferenciar ao voltar ao seu foco principal no varejo.

Para melhor atender aos clientes, a empresa está introduzindo ferramentas de inteligência artificial, como o Geofast, que direcionará anúncios e descontos específicos para cada região do país. Além disso, a Casas Bahia fornecerá consultoria via WhatsApp para ajudar os clientes a escolher o produto que melhor atende às suas necessidades.

Lojas espalhadas pelo Brasil

Com mais de 1 mil lojas e uma presença em 560 cidades brasileiras, a Casas Bahia reforça sua capilaridade e possui uma participação considerável no mercado, variando de 25% a 40% dependendo da categoria de produto. Além da Casas Bahia, o grupo detém marcas como Ponto (anteriormente Ponto Frio), Extra.com, Bartira, banQi e Asaplog.

O setor de varejo no Brasil enfrenta desafios significativos, incluindo altas taxas de juros e inadimplência elevada. O recente episódio envolvendo a Americanas, com um rombo contábil de R$ 20 bilhões e dívidas de R$ 50 bilhões, levantou preocupações no setor, com os bancos adotando uma postura mais cautelosa em relação aos empréstimos.

A dívida da Via, agora Casas Bahia, atingiu R$ 3,7 bilhões em junho passado, com R$ 1,5 bilhão em risco sacado. No entanto, a empresa assegurou que seu caixa atual é de R$ 2,7 bilhões, os vencimentos deste ano estão equilibrados e acordos com bancos credores já foram estabelecidos para o próximo ano.

Renato Franklin concluiu a apresentação afirmando que a percepção de risco no mercado é equivocada e que a empresa está comprometida em fornecer resultados consistentes a longo prazo, enfatizando que o mercado deve considerar o lado positivo de sua trajetória.

Daniel Vicente
Daniel Vicente
Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!