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Antes de morrer carbonizada, professora fez última ligação para mãe: “Eles vão me matar”

Mãe luta para superar o sequestro da filha que foi morta, mas antes fez uma última ligação

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Professora é morta carbonizada (Foto: Reprodução)
Professora é morta carbonizada (Foto: Reprodução)

Maria Zélia, uma mulher de 66 anos, enfrenta uma dolorosa batalha para apagar da memória os terríveis detalhes do sequestro e assassinato de sua filha, Vitória Romana Graça, de 26 anos.

Vitória foi encontrada carbonizada na comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após um crime brutal que chocou a todos.

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O pesadelo de Maria Zélia continua a assombrá-la, especialmente a última ligação telefônica que teve com sua filha. Poucas horas antes do trágico desfecho, os suspeitos do crime entraram em contato com Maria Zélia com o intuito de extorquir mais dinheiro da vítima. Em um momento angustiante, Vitória contou à mãe que estava sendo mantida em cativeiro e os criminosos exigiram R$ 2 mil como resgate.

Naquela chamada desesperada, Vitória chorou e informou que os sequestradores já estavam preparando-se para tirar sua vida.

Maria Zélia, em depoimento à polícia, descreveu a ligação como um momento angustiante e emocionalmente devastador. Ela ouviu vozes masculinas e femininas ao fundo, enquanto sua filha, a professora, permaneceu cativa na casa de Paula Custódio Vasconcelos, a principal suspeita do crime.

O irmão de Paula, Edson Alves Viana Junior, e a filha adolescente de 14 anos também estariam envolvidos no ato terrível.

O local do crime estava situado na comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará.

O CASO

O trágico evento teve início no dia 10 de agosto, quando Vitória foi chamada para uma conversa por Paula e seu irmão na Escola Municipal Oscar Thompson, onde ela trabalhava. Testemunhas relataram que Paula informou a Vitória que sua filha não estava lidando bem com o término do relacionamento e pediu que conversassem em um local fora do ambiente de trabalho.

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Após a professora chegar à residência da adolescente, foi imediatamente imobilizada pelos irmãos e a jovem com quem tinha um relacionamento de quatro meses. Segundo o depoimento de Edson à polícia, a vítima foi amarrada a uma cadeira com fitas adesivas e mantida em cativeiro.

Durante a madrugada, Vitória foi extorquida, e logo depois das 5h do dia seguinte, ela foi estrangulada com uma corda. A adolescente teria observado toda a atrocidade.

Os adultos envolvidos no crime foram presos, enquanto a adolescente foi apreendida após o assassinato. Paula está detida no Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu. A adolescente está em uma unidade de internação no Centro de Socioeducação Professor Antonio Carlos Gomes da Costa, onde recebe atendimento psicológico.

O Instituto Médico-Legal (IML) revelou que Vitória ainda estava viva quando seu corpo foi incendiado, indicando sinais de aspiração de fuligem. O crime chocante só foi descoberto quando um vizinho da mãe da vítima ouviu falar sobre duas moradoras sendo expulsas por envolvimento em um sequestro. As informações foram repassadas à polícia, que localizou mãe e filha às margens da Avenida Santa Cruz, levando à sua prisão.

O caso continua a chocar a comunidade local, e as investigações estão em curso para esclarecer todos os detalhes deste terrível crime que deixou uma família de luto e uma comunidade perplexa.

Daniel Vicente
Daniel Vicente
Sou um entusiasta da informação, natural de Brasília. Atualmente, mergulho nos estudos de Ciências Políticas. Aqui, você encontrará análises aprofundadas sobre política, economia e assuntos globais. Vamos explorar juntos o vasto universo do conhecimento!